27 julho 2008

24 julho 2008

Da série: coisas que eu adoro.

Eu adoro aquelas musiquinhas disco que têm uma paradinha. E enquanto você o ouve só o instrumental vem uma mulher com voz de aeroporto narrando as cidades da viagem disco.
Algo tipos:

"Bem-vindos senhores passageiros da Disco Airlines. Vamos levar você para uma viagem musical nas cidades de Miami, Dallas, New York..."

A-DO-RO!

Quer um exemplo? Baixa: Dexter Wansel - I'll Never Forget

21 julho 2008

Miríades de Sabedoria: Banheiro ou Banheirão?




Há momentos na vida em que você tem que fazer uma reflexão sobre as questões profundas.
Ultimamente uma pergunta ocupa o lugar das minhas investigações filosóficas: o que faz um bom banheirão?
Quais são as condições necessárias para que um lugar deixe de ser apenas um banheiro público e passe a ser um ponto dedicado ao sexo anônimo?
Foi assim que eu, possuído pela curiosidade investigativa, tentei montar uma escala de avaliação dos banheiros.
A idéia é que cada banheiro seja avaliado em cinco itens. Eles receberão uma nota de 0 a 10 em cada item. Na somatória descobriremos se o banheiro está apto ou não para ser freqüentados por gente que não quer perder tempo na vida.

Os critérios para avaliação são:


1- Freqüência do local – quantidade de bichas
A regra é simples: um bom banheirão precisa de bicha. Se não tem bicha, não tem banheirão. É por isso que essa é o primeiro item para avaliação do banheirão: a quantidade de bibas no entorno.
2- Freqüência do banheiro
Aqui a freqüência tem que ser equilibrada. Não pode ser muito ocupado, mas também não pode ter ninguém. O ideal é o meio termo. Uma boa rotatividade com tranqüilidade para o atendimento.
3- Privacidade das cabines
Aquelas cabines que ficam escondidas e que as portas vão até o chão ganham mais pontos.
4- Conivência dos empregados
Aqui os tiozinhos da limpeza têm um papel fundamental. Não precisa ajudar. Se não atrapalhar já está ótimo. Agora, sempre existem aqueles que nos sorpreendem. Como o tiozinho da estação marechal que entrou no banheiro gritando: “Vamo gente! Quem já fez vai saindo pra dar lugar a quem não fez ainda. Antes que o segurança chegue!”. Esse merece um 10 com louvor!
b.

Cada item recebe uma nota de 0 a 10. E no final os comentários.
Essa avaliação pode levar a um melhor levantamento dos banheirões e também ajudar a desmistificar alguns casos famosos.
Por exemplo, se você acha que o banheiro do Frei Caneca é um bom lugar para a pegação, vamos à nossa análise:

1 – Freqüência do local
Aqui ganha um 9. Afinal, bicha é o que não falta ali.

2- Freqüência do banheiro
6 – Muito movimentado. Dá pra fazer coisinhas, mas pode ter certeza que no meio alguém vai te interromper.

3- Privacidade das cabines.
5 – São apertadas e muito aparentes. Com uma rápida olhada dá pra perceber se há movimentação.

4 – Conivência dos empregados
1 – Reprimem mesmo. De vez em quando dão uma folga, mas vão reprimir com certeza.

A soma dá 21, de 40 pontos. Ou seja, apenas 1 ponto acima da média. É pouco para um banheiro que já foi considerado o local mais fervido de SP.

Depois dessa escala, eu não consigo deixar de pensar na pontuação toda vez que eu vou a um banheiro público.