28 janeiro 2008

A bruxa do 71

Tenho pensado muito na velhice ultimamente.

Sei lá. Eu acho que pela primeira vez na minha vida reconheço que o tempo está passando. São sinais difusos mas absolutamente claros.

O corpo já não agüenta coisas como antes e a quantidade de lembranças é incrível. Dez anos atrás já não é assim tanto tempo.

Eu acho que o clima retrô da cidade também ajuda a entrar nesse clima. E, obviamente, os velhinhos. Aqui tem pencas deles. O legal é que os velhinhos aqui são muito ativos. É comum encontrá-los em todos os lugares. Ontem eu estava no Burguer King e vi um monte de velhinhas jogando uma coisa que se parece com dominó.

Aí é inevitável pensar em como será a minha velhice. Engraçado que eu fui otimista. Toda vez em que eu penso nisso me vem uma sensação de tranqüilidade. Não tem a mínima idéia do que será e nem quero pensar sobre isso. Mas o fato de pensar nessa fase da vida com tranqüilidade é muito.. digamos.. tranqüilo!

Aniversário e Alfajor

Aqui é assim: se alguém volta de férias ou está fazendo aniversário ele traz algum agrado para o povo. Geralmente alfajor ou facturas, que são algo como um croissant.
No começo eu achei muito esquisito. O próprio aniversariante tem que trazer a comida? Cadê a tradicional vaquinha para comprar “um bolinho”?! Aqui não tem nada disso. Tudo é bem mais discreto: o tipo coloca a comida na cozinha e manda um email informando. E os cumprimentos também são enviados por email. Não tem aquele frevo. Cantar parabéns nem pensar!

Aí eu fiquei pensando: pobre aniversariante. Não recebe nenhum agrado. Mas aí um local me explicou: trazer comidas é uma maneira educada de informar a todos de que hoje é o seu niver. Porque aí não acontece nenhum constrangimento. Nem de você esquecer um aniversário de um colega e vice-versa. Sabe que me pareceu bem lógico isso? Se você parar para pensar esse costume de “almoço da firma” é muito chato. Aqui é muito mais prático.

Aliás, cada vez mais se confirma a teoria da minha amiga: o problema aqui é que nada é intenso.

25 janeiro 2008

Da série: Jorros de sabedoria
(porque uma gota só é muito pouco)


Preciso esvaziar o sentido da palavra "amigo". Senão, vão sobrar apenas uns três ou quatro.

Dance, dance, dance


Então eu estou aqui de novo entediado no trabalho.

E, enquanto as aulas não chegam, busco coisas para ocupar a minha cabeça.

Na verdade isso não chega a ser um problema. É um sinal que as coisas estão relativamente bem. Que o trampo já não é um motivo de preocupação (ao contrário do ano passado), que a vida pessoal está no mesmo lugar de sempre e que o resto continua assim: o resto.

Aí eu inventei que a minha nova diversão agora vai ser produzir uma festa aqui. É. Assim partindo do zero. Na verdade eu já tinha feito uma festa no ano passado. Mas ela foi um teste. Agora eu decidi que será pra valer.

Como eu sou um nerd desocupado, decidi meter tudo num Project. Aliás, o Project foi *a* descoberta de 2007 pra mim.

Coloquei tudo bonitinho: as tarefas, as especificações e o calendário.

Oficialmente eu estou na fase de preparação. Preciso definir o lugar, arrumar que faça o flyer, quem vai cuidar da impressão, do site, do show (sim!)...

Já recebi alguns orçamentos. Todos caros demais pro meu gosto. Oficialmente eu teria que gastar umas 2.000 Merrecas pra fazer essa festa. Eu me assustei um pouco mas tudo bem. Esses foram os primeiros orçamentos que eu recebi, todos eles pelo caminho oficial. Vamos agora partir para a negociação propriamente dita.

O objetivo é fazer a primeira festa antes do começo das aulas. Ou seja, eu tenho até a semana santa para arrumar tudo. Eu acho que tenho tempo suficiente mas tenho que começar a me mexer.

E a vida é assim. Do ócio surgem os fracassos. Já tô preparando o meu.

24 janeiro 2008

De novo

Então eu fui para balada ontem.
Sei lá. Foi ok. Mas ultimamente eu entrei numas de ficar contando há quanto tempo eu faço as coisas. Tipo, há 7 anos eu trabalho, há 5 eu saí de Brasília e há 13 anos eu saio de balada. 13 anos sambando!!!!! Ok, eu já desconfiava que eu tinha um certo currículo mas nunca tinha parado para pensar que era tanto assim.
Deveria fazer um balanço desses anos ou pelo menos com um post com as histórias mais engraças. Mas não estou com o menor saco. O que fica é que a noite é assim: efêmera. Acaba rápido e não te deixa nada. M
as as lembranças valem a pena. Ô!
O futuro sou eu pagando menos no Bailão. E sambando sempre!


23 janeiro 2008

Odorico Paraguaçu e o meu emprego


Não sei porque me lembrei dessa novela ontem. Mesmo não tendo visto a versão original eu conheço a fama do personagem engraçadíssimo.

Num resumo rápido, foi o prefeito corrupto da fictícia cidade de Sucupira, na Bahia. Sua meta é inagurar a maior obra da sua gestão, o novo cemitério da cidade. Acontece que ninguém morre. Por isso ele contrata um vilão, Zeca Diabo, para conseguir um morto. No final, Odorico é morto por Zeca Diabo e o cemitério é inaugurado.

A novela, que depois virou uma série, foi escrita por Dias Gomes e foi ao ar em janeiro de 1973.
O mais legal eram as frases ditas pelo prefeito. Algumas eu consegui resgatar:

  • Esta obra entrará para os anais e menstruais de Sucupira e do país
  • É com a alma lavada e enxaguada que lhe recebo nesta humilde cidade
  • Vamos dar uma salva de palmas a esta figura trepidante e dinamitosa que foi o Seu Nono.
  • Isto deve ser obra da esquerda comunista, marronzista e badernenta
  • Vamos deixar os entretantos e partirmos mais para os finalmentes
  • Como dizia o poeta Castro Alves: "Bendito aquele que derrama água, água encanada, e manda o povo tomar banho" (Isso dito durante a inauguração de uma bica em um vilarejo de Sucupira)
  • Pratrasmente

E enquanto eu estava procurando as informações dele na web, descobri que vão produzir um filme do "Bem amado". Será dirigido por Guel Arraes e terá o Marco Nanini no papel principal.

Enfim, esse é o retrato do meu ócio no trabalho.

22 janeiro 2008

Integrado pensativo

Então eu baixei o Flock, que era pra ser assim o browser do mundo 2.0. Uma coisa de "browser social".
Eu ainda tô tentando me acostumar com ele mas não estou totalmente convencido.
Mesmo assim, tê-lo instalado já foi um passo enorme. Eu, que sou integrado dogmático e por opção, tenho receio de tudo o que é contra o sistema. Essa minha visão começou a fraquejar pois dois fatos:
- meu Windows Vista não aceita o MSN Live.
Pra vc ver. É a primeira vez na vida que eu tenho um Windows original e ele não aceita o msn live. É só instalar e o meu laptop (olha o close) vira um MSX. Tive que fazer uma gambiarra e usar o 7.5 que não me deixa mudar a foto nem mandar arquivo.
- Firefox é melhor do Explorer
Foi difícil mas o povo do trampo me convenceu. E eu aceitei. Simples assim. É melhor e acabou.
Assim que eu estou começando a mudar de opinião. Não que eu deixarei de ser integrado. Isso é difícil. Mas eu acho que posso ser chamado de integrado moderado ou revisionista. Como queiram.