07 agosto 2008

Da série: Histórias Mínimas que são o máximo: Sheilinha Vai Vai


Vocalista e depiladora quarteto musical “Travas Tremembé”. Além de Sheilinha, integravam o grupo Alzira Rocambole, Therezynham Vai-quem-qué e Marinvalda Camburáo.

O grupo surgiu no fim dos anos 90, quando Sheilinha se juntou a outras amigas para fazer música e falar mal dos outros.

O auge veio nos anos 90, quando ficou marcado por combinar músicas profundas e performances conceituais.


O símbolo dessa época foi a música “Meu edi na Xexox” que sempre era apresentada com uma performance tecnológica.

Num histórico no Jardim Ângela, Sheilinha cantou essa música acompanhada por Alzira e Therezynham, que praticavam pompoarismo tântrico. Enquanto isso Marinavalva fazia projeções usando um MSX.


Essa apresentação até hoje é citada como um marco na cultura under de São Paulo, que é muito mais under do que ground.

As reações ao show foram espetaculares. Por conta dele Silvetty Montilla falou pela primeira vez “Nhaim”, uma drag teve vontade de bater cabelo e uma bicha musculosa teve a idéia de tirar a camisa na pista.

No fim da década o grupo entrou em decadência até se dissolver em 2002. O motivo eram as constantes brigas por conta das drogas, cafuçús e iogurtes na geladeira.

O destino das integrantes é incerto. Sabe-se que Alzira Rocambole hoje ganha a vida fazendo shows em cinemas do centro.

Marinalva e Therezynham foram vistas pela última vez no porto de Santos a bordo de um navio cargueiro com destino ao Quênia.


A única que continua ativa é Sheilinha, que junto com a sua amiga Lady Kate controlam o tráfico de silicone industrial na rua Rego de Freitas em São Paulo.

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