30 setembro 2007

Divagando no domingo



Fugindo do tédio dominical eu vim parar aqui na Corrientes, a Broadway portenha (o adjetivo aqui é no sentido pejorativo mesmo). A rua não é lá essas coisas mas é muito indicada pra quem quer ver gente. É impressionante como a cidade se transforma na primavera. Eu, como bom brasileiro, não estou acostumado com esse negócio de estaçoes do ano. Pra mim isso se resume entre "quente" e "não muito quente".


Aqui o negócio é diferente. A primavera é realmente primavera. A cidade fica espetacular. As árvores ficam verdinhas e o céu me lembra muito o de Brasília. E é nítido como o humor das pessoas mudam. O meu também mudou.


E a minha semana foi bem coerente com o clichê de renovação que essa época traz. Fiz uma entrevista promissora, comecei a trabalhar com minha professora em alguns projetos, melhorei (um pouco) da minha sinusite e vim a estréia de Ugly Betty. Todo um momento "começar de novo".


Foi assim que eu cheguei nesse domingo. Tava tudo caminhando bem. Mas eu nao sei porque me deu uma leseira agora. Sei lá, tá tudo com uma cara tao.. tão.. tão domingo!!! Não sei exatamente o que foi mas não estou 100%. Uma das razoes é porque eu encontrei um "casal feliz" amigo meu. Porque não existe coisa pior no mundo do que encontrar esse tipo de gente quando você está sozinho no domingo disposto a ficar sozinho. Definitamente eu to num momento "eu e eu mesmo".


Tem uma música da Patricia Kaas que diz exatamente como eu me sinto agora. A tradução é tosca mas dá pra entender o conceito.



Il me dit que je suis belle



Éviter les regards, prendre cet air absent


Evitar os olhares, ter esse ar ausente


Celui qu'ont les gens sur les boulevards


Aquele (olhar) que tem as pessoas nos boulevards


Cet air qui les rend transparents


Aquele ar que as deixa transparentes


Apprendre à tourner les yeux


Aprender a virar os olhos


Devant les gens qui s'aiment


Ante as pessoas que se amam


Éviter tous ceux qui marchent à deux


Evitar todos os que andam a dois


Ceux qui s'embrassent à perdre haleine


Aqueles que se abraçam a perder o fôlego (?)



E é isso. Espero que a peca que eu vou ver valha a pena.



P.S. - Não sei se já falei aqui mas eu pago muito pau pra Patricia Kaas. Ela é foda!

29 setembro 2007

Boa idéia!


Da série: Empreguinho de merda esse, viu?!



Gostou?! Nesse site tem mais desses adesivos fofos.

28 setembro 2007

27 setembro 2007

Ask Sandy e resolva os seus problemas

Eu sempre fui fã desses dessas colunas de perguntas sentimentais. Eu acho assim, uma coisa tão Capricho! "Tô a fim do meu vizinho, o que eu faço?", "É normal ter o pinto torto?" e por aí vai. Simplesmente adoro!
Recentemente eu re-encontrei uma das minhas favoritas. É a Ask Sandy. É uma canadense (eu acho) que responde a todos os tipos de perguntas. TODOS! Ela tá no ar desde 1997.
Algumas perguntas eram bizarras. Eu me lembro colecionava as mais legais. Tinha o cara com fetiche por gente gripada e outro que se excitava com fumaça de cigarro. Até eu já mandei uma pergunta pra lá. A resposta foi meia-boca mas eu comprovei que o negócio realmente funcionava.
Dá uma olha: Ask Sandy.
Travestis e Publicidade Argentina

Imagine a cena: você tá no trabalho pedindo verba alguma coisa e a tiazinha do financeiro (sempre tem uma) diz que não tem dinheiro. E logo vem a velha piada: "Só se eu for pra esquina rodar bolsinha".

Parece que a aqui também tem disso. (Impressionante - piada sem graça não tem fronteira). A diferença é que essa idéia virou uma ótima campanha.

O objetivo é convencer os anunciantes que anunciar em TV a cabo é um bom investimento. Para isso eles mostram um grupo de uma empresa num famoso ponto de travestis de Buenos Aires. A idéia é que eles não gastaram bem a verba de publicidade e agora têm que recuperar o dinheiro.

São vãrios filmes, todos eles muito bons. O último mostra o ano em que eles relembram os tempos difíceis. Mas o melhor mesmo é a vinhetinha com o chefe fazendo... bom, vê aí!







Da série: Empreguinho de merda esse, viu?!



Parece que o vídeo é velho. Eu achei ele hoje no Querido Leitor.

26 setembro 2007

Achei fino esse anúncio.
A fórmula "versão gay pra algo conhecido" nunca cansa.


Os detalhes chatos estão no Blue Bus.

25 setembro 2007

Da série: Clips dancinha

Eu sempre fui fã dos clipes com coreô. Grupinho, passinhos e música chiclete sempre garantem um bom clipe. E sempre dá vontade de aprender e fazer junto.
Em homenagem a esse clássico da cultura pop eu inauguro mais uma série deste Blog: Clips dancinha.

Pra começar, um dos que eu mais gosto. É brega, é mal feito e a "interpretação" da tia é um horror. Mas ainda sim o clipe é tudo.

24 setembro 2007

Da série: Me encanta!
Chupado do Black Lodge.
Da série: Eu dou pinta?!



Da série: Empreguinho de merda esse, viu?!
Achados e perdidos

Eu tinha um template até razoável. Era uma coisa meio teen brejeira. Tava feliz.
Mas sabe como é! Tava bom de mais. Aí eu inventei de enfiar um contador do site meter e ele cagou tudo. A coisa foi piorando, piorando e eu desisti. Agora vou ficar com esse template meia boca por um tempo até eu ter saco de novo. Humpf!

O bom dessa história é que eu acabei achando uma coisa incrível aqui no meu HD. Não sei como mas eu tinha guardado em cache uma página do Alto Teor de BHC! Eu já falei delas aqui. Foi incrível!!! Foi ótimo ler os textos de novo, nem que fosse apenas alguns posts.

E o melhor de tudo: finalmente consegui achar o novo blog de uma delas. É o No importa dove. No começo eu achei meio chato e fiquei meio desapontado. Eu estava tão acostumado com as afetações da Kathy (agora Rico), das Las Bibas e de todas essas gays que eu acabei achando estranho um texto gay sem ser caricato. Mas como a inteligência sempre prevalece, bastou a leitura de uns quatro posts para eu entender como elas continuam afiadíssimas. Tava com saudades!

21 setembro 2007

"A gente nasce só e morre só." ou "Coisas que só acontecem comigo."



Então eu fui lá encontrar o cara que eu conversei no Gaydar. Pois é. Depois de ouvir tantas histórias de sucesso no mundo virtual eu decidi dar uma chance.


Bom... comigo as coisas não funcionam como o esperado.


Pelo chat o papo tinha sido incrível. Uma pessoa mais velha (uns 40), culta e bem-resolvida. Era isso que eu fui preparado pra encontrar.


Chegando lá. Bom... na verdade era isso mesmo que eu encontrei. O cara era ligeiramente mais bonito que eu pensava e era alguém absolutamente pegável para a sua idade. A casa moderninha mas não extravagante. Na verdade era bem uma casa que eu gostaria de ter. Um apê antigo, uma reforma ok e pronto. Nada de Casa Cláudia.


Até aí tudo certo. O problema foi quando a bicha começou a falar. Parecia uma gincana. "Como mostrar que eu sou culto em meia-hora". Foi incrível. Ela fez questao de falar todas as viagens que fez, os livros que leu, as músicas que gostava, tudo. Tudo numa velocidade alucinante. Ele estava tão concentrado em mostrar o seu universo que simplesmente não interagia comigo. Até aí tudo bem. Era gongar e pronto.


Mas aí eu comecei a pensar. Sabe aquele filme do Bill Murray que o cara encontra os fantasmas do passado, presente e futuro?! Pois é. Eu encontrei o meu fantasma do futuro. Aquele cara me pareceu ser um futuro muito possível para mim. Eventualmente eu posso chegar a ter um apê legal, fazer viagens legais e ter livros legais para comentar. E vou estar só. E vou estar desesperado para que alguém note o quanto eu sou legal. E vou despejar tudo isso na primeira pessoa que esteja apenas um pouquinho acima da mediocridade. E vou ficar sem entender como eu, uma pessoa com tantas qualidades, vou estar só. E a cada tentativa frustrada eu vou me fechando mais no meu universo até que um dia eu não vou ter ânimo para tentar mais nada.


Pois é! Foi meio estranho. Eu saí meio com medo. Não do cara mas de que o futuro apresentado fosse algo inevitável. Será que eu estou caminhado para isso?E foi assim que um encontro de putaria se transformou numa viagem existencial. Coisas que só acontecem comigo.

18 setembro 2007

Buu!

Alguém aí acha que esse negócio de falar mal da Britney já cansou?!
Bom, eu ainda não. Até agora tô achando tudo ótimo! Eu acompanho a vida dela com a mesma emoção que eu vejo Ugly Betty. Aliás, se a vida dela fosse um seriado, a apresentação no VMA seria o fim da temporada. Babado, confusão, correria e tapa na cara meu bem.
A última é que ela ficou com 50% da guarda dos filhos. Bom... essa foi fraquinha. Mas sabe como é, todo seriado que se preza tem o seu episódio meia-boca.
Next!

Aconteceu de novo.
Não adianta. Eu posso viver isso mil vezes e não vou me acostumar.

É isso. A gente nasce só e morre só. Essa é a nossa natureza.

Qualquer coisa diferente que aconteça no meio é um mero acidente. No máximo um encontro de duas necessidades pontuais. Mas no fim sempre se está só. Sempre.

Mas não adianta. Não consigo me acostumar.


Eu dou pinta?!



Ai, que tédio viu?!
Eu até tava pensando em voltar pra cá. Mas hoje eu vi que o Estadão publicou uma reportagem sobre o "poder dos blogs". Ai, ai. Isso é tãaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaao last season!
E aí vem o meu veredito. A moda dos blogs acabou. É isso macacada!!! Acabou a palhaçada. Vamos já caçar a nova modinha da net porque isso aqui já deu, né?!
Pra mim o 11 de setembro da era bloguiana foi o fim do Papel Pobre. Foi incrível e efêmero como toda nova moda que se preze. Pela 3a ou 4a vez na minha vida fiquei de luto por um blog. Dos que eu me lembro estão: "Só as bunita" e "Alto teor de BHC". Ahhh, como seu chorei com o fim desse último...
Mas é isso minha gente. A vida continua e a gente vive inventando novas formas de dar close. Próximo!!!!

Ah, antes que eu me esqueça, o próximo post é uma homenagem singela às garotas do BH&C.